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Opinião :: Portugal e a luz no fim do túnel

Boaventura Sousa Santos (via Carta Maior)

O fantasma que assombra hoje os portugueses tem um nome: a luz ao fundo do túnel. Por agora, os portugueses não podem saber se a luz ao fundo do túnel é a luz diurna do ar livre ou o farol de um comboio que corre velozmente em sua direção. Sejam de direita ou de esquerda, ou nem uma coisa nem outra, os portugueses gostariam que a luz que imaginam fosse a primeira mas temem que seja a segunda. Este é o fantasma português e domina por inteiro o sistema político. Há também os portugueses que não vêem qualquer luz e a que gostariam de ver não seria ao fim do túnel e sim dentro do túnel, para não baterem com a cabeça nas paredes enquanto caminham. Estes são os portugueses fantasma de que o sistema político não se ocupa.

O fantasma da luz ao fundo do túnel tem dois efeitos políticos. O primeiro é que quem está no governo se serve dele para não respeitar o presente e atuar apenas legitimado pelo futuro que diz controlar. Todas as rupturas com o presente são imagináveis e todas são exigidas para que a luz ao fundo do túnel seja a luz diurna do ar livre. Tudo o que pode ou não ocorrer nos próximos meses condicionará durante décadas a vida dos portugueses.

Encontro junto à Embaixada da Grécia em Lisboa (sexta, 18h30)

Está a ser convocado através do facebook um encontro junto à Embaixada da Grécia, com o lema Solidariedade para com a Grécia. Gás químico? Atentado à vida humana.

"É desumano o que estão a fazer com a Grécia. Não devemos admitir o uso de gás químico, para dispersar cidadãos que se sentem indignados e utilizam meios legais para fazer valer os seus direitos, nas praças das suas cidades.

Hoje, foi aprovado mais um pacote de medidas de austeridade na Grécia. Os cidadãos estão exaustos, por travarem uma luta constante pela justiça e contra a injustiça. Os governos nacionais e internacionais devem olhar para estas pessoas como seres humanos. Gás químico, hoje, para eles, amanhã para nós. Pensa nisto."

O encontro está anunciado para amanhã, sexta-feira, a partir das 18h30, junto à representação grega, na Rua do Alto do Duque 13.

Opinião :: O Bloco e o futuro

Fernando Rosas escreve no PÚBLICO sobre as eleições, o país e o futuro do Bloco de Esquerda, respondendo a algumas críticas feitas ao partido, na sequência da assumida derrota eleitoral de 5 de Junho.

Fernando Rosas

NO TRILHO DA ESQUERDA GRANDE

Glosou-se por aí, nestes dias de balanço pós-eleitoral, que, resolvidas as “causas fracturantes”, chegava agora ao fim o papel e a razão de ser do BE, nascido afinal como uma espécie de grupo urbano pró-modernização dos costumes. A afirmação merece atenção porque é duplamente falsa: não só as “causas fracturantes” se não esgotaram, como o Bloco aparece na sociedade portuguesa por razões políticas e ideológicas de fundo e que em muito transcendem essa visão diletante e falaciosa com que a direita e certas áreas do PS sempre o gostaram de identificar, em jeito de quem reduz e esconjura o perigo iminente.

Um perigo real para essa gente, é preciso dizê-lo. Porque o BE procurou e procura responder ao que era um vazio óbvio e essencial na esquerda: recriar o espaço político e ideológico dos muitos que se não reconhecem nem na rendição do PS à “terceira via”, ao blairismo e ao neoliberalismo, nem na ortodoxia de um PCP que ainda não matou o pai, que continua a identificar-se com os paradigmas da ex-URSS e a chamar de “irmãos” os partidos e regimes da China ou da Coreia do Norte.

Opinião :: Os razoáveis

João Frazão responde no Avante! a Rui Machete, que apelou ao PCP para que fosse razoável, garantindo que existem comunistas mais razoáveis, capazes de dialogarem com o primeiro-ministro.

João Frazão (via Avante!)

Rui Machete foi entrevistado pela Antena 1, na passada semana. Falemos sobre isso. Talvez seja necessário começar por situar o cavalheiro e a situação.

Quanto a Rui Machete, é, sempre foi, um homem do capital. Não por acaso, para além de diversas pastas governamentais acumulou a sua actividade de homem de leis com a administração de empresas (incluindo a Presidência do Conselho Superior do BPN) e com a Presidência da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, não se querendo discorrer aqui sobre esta nebulosa estrutura, sobre as suas actividades, sobre os seus objectivos, sobre os financiamentos que distribuiu.

Rui Machete faz parte de uma galeria de notáveis da direita portuguesa que são chamados a pronunciar-se quando é preciso fazer circular certas ideias, quase sempre tiradas de baús bolorentos, de que eles são guardiões de pleno direito.

Éric Toussaint participa amanhã em seminário sobre a dívida

Seminário - O que fazer com esta dívida? O que é a auditoria e como se faz

Éric Toussaint, Comité para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo
30 de Junho de 2011, 10h00, Centro de Informação Urbana de Lisboa, Rua do Viriato 13, CES-Lisboa

Enquadramento

Em consequência da crise financeira iniciada em 2007 e da recessão que lhe sucedeu a dívida pública cresceu enormemente quer em países já que tinham uma dívida elevada, quer em alguns que tinham dívidas muito reduzidas. Como se pode ver na tabela abaixo, Portugal não é o país em que a dívida mais cresceu na zona Euro, nem o que tem a dívida mais elevada. Mesmo assim o nosso país, a par da Grécia e da Irlanda, foi um dos que sofreu o ataque especulativo mais violento, vendo-se forçado a pagar taxas de juro incomportáveis.

Grécia - vídeo-reportagem da Democracy Now

Trabalhadores dos Estaleiros em luta, com o apoio da população de Viana

Os trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo saíram hoje à rua, exigindo a vabilização da empresa sem despedimentos. Foram mais de 3000 pessoas que se manifestram em Viana do Castelo, concentrando-se depois na Praça da República, onde ouviram Carvalho da Silva interpelar Cavaco Silva, a quem acusou de hipocrisia, por fazer consecutivos discursos sobre a importância do mar, mas agora ficar calado.

Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, esteve presente demonstrando a solidarieade do seu partido para com a luta dos trabalhadores, tal como Pedro Soares, da Comissão Política do Bloco de Esquerda.

Segundo noticia a Rádio Geice, "se até ao dia 6 de Julho o Governo não travar o plano de reestruturação que está previsto para os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, os trabalhadores da empresa de construção naval vão até Lisboa para marcar presença na Assembleia-Geral da Empordef, holding do Estado que está responsável pela tutela da empresa vianense".

Pic-Nic contra a Precariedade a 9 de Julho em Lisboa

Interjovem / CGTP-IN, Juventude operária Católica / JOC, Associação de Bolseiros e de Investigação Científica / ABIC e Movimento Doze de Março / M12M, anunciaram em conferência de imprensa a realização de um encontro-convívio dedicado à precariedade e ao desemprego dos jovens. Será no sábado, 9 de Julho, a partir das 10h30m, no Parque Eduardo VII, em Lisboa.

Que a juventude tome nas mãos os destinos das suas vidas!

Todos os dias os jovens, sejam eles operários especializados, enfermeiros, professores, psicólogos, formadores, operadores de call-center, jornalistas, trabalhadores do comércio nas grandes superfícies, operadores de caixa entre muitos outros, escondem as suas habilitações académicas para terem um trabalho, uma ocupação. São pessoas disponíveis para quase tudo e que em troca recebem uma mão cheia de quase nada.

BE rejeita assalto social no programa do governo

Esquerda.net - João Semedo diz que a privatização "é também a regra no Serviço Nacional de Saúde: os portugueses vão ter menos cuidados de saúde e vão pagar mais por eles". No programa de governo está a intenção de aumentar as taxas moderadoras e cortar nas actuais isenções, acelerar a concessão aos privados da gestão hospitalar da rede pública e promover a concentração e extinção de instituições e serviços.

"PSD e CDS mostraram aquilo a que vêm: conseguiram transformar um mau acordo com a troika num péssimo programa de governo", afirmou João Semedo na primeira reacção ao documento, sublinhando o "violento arrombo" de que são alvo as políticas sociais – "substituídas por uma caridade à moda de antigamente" – no programa da maioria PSD/CDS que a Assembleia da República discute esta semana e que vai além das medidas previstas no memorando com o FMI, o Banco Central Europeu e a UE.

"Os sacrifícios são só para alguns", referiu ainda o deputado bloquista, referindo-se à "facilitação dos despedimentos" como um dos objectivos das mudanças legislativas que a maioria parlamentar de direita tentará aprovar. "Este é um programa de assalto social à maior parte dos portugueses, que trará muitas dificuldades às famílias", resumiu João Semedo. [VÍDEO]

PCP condena programa do governo e política de submissão

O PCP considera que o programa do governo "confirma a submissão de todas as políticas do executivo às imposições da União Europeia e do FMI, condicionando e sobrepondo-se a todas as decisões nas várias áreas de governação". Para os comunistas, o documento apresentado, que inclui medidas que não estavam contidas no memorando da troika, confirma também a "necessidade de todas e cada uma das medidas negativas ali incluídas ter um combate firme, a par da apresentação de alternativas, em que o PCP está fortemente empenhado".

Opinião :: Golpe de Estado silencioso

Willy Meyer - eurodeputado da Izquierda Unida (via Informação Alternativa)

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, qualificou de «revolução silenciosa e gradual» as medidas de controlo e de disciplina económica e financeira impostas aos estados membros da UE, numa conferência na Universidade Europeia de Florença no dia seguinte ao Conselho Europeu que decidiu o pacote de Governança Económica Europeia (18-06-10). «Às vezes na Europa os pequenos passos são os mais importantes. Leiam atentamente as conclusões do Conselho Europeu de ontem, por favor. O que está a acontecer é uma revolução silenciosa, uma revolução silenciosa em termos de uma governança económica mais forte de forma gradual. Os estados membros aceitaram – e espero que o tenham entendido corretamente – dar poderes muito importantes às instituições europeias sobre vigilância [económica] e um controlo bem mais estrito das finanças públicas. Isto aconteceu ontem. Aceitaram o princípio, evidentemente. Agora toca-nos legislar», disse Barroso.

Programa do Governo confirma despedimentos, privatizações e impostos

Despedimentos na função pública, fim das golden shares do Estado, privatização da EDP, REN, TAP, ANA, CP, CTT e seguros da CGD, um canal da RTP, mais um ano de para contratos a prazo, facilitação dos depedimentos no sector privado, mais portagens, mais taxas moderadoras na Saúde, aumentos no IVA, concessão a privados da gestão hospitalar e de centros de saúde, promoção da "segurança social" privada, promoção do ensino privado. Conheça aqui o programa de Governo completo.

- Optimização progressiva dos meios humanos afectos à Administração Pública,  através da gestão de entradas e saídas, incentivando a mobilidade dos  trabalhadores entre os vários organismos, e entre estas e o sector privado, criando  um programa de rescisões por mútuo acordo e seguindo uma política de  recrutamento altamente restritiva, avaliada globalmente, em articulação com os  movimentos normais de passagem à reforma dos servidores do Estado;

- Limitar as admissões de pessoal na administração pública para obter decréscimos anuais de 1% por ano na Administração Central e de 2% nas Administrações  Local e  Regional

CGTP apoia Greve Geral na Grécia

A CGTP manifestou - em carta dirigida à GSEE, ADEDY e PAME - solidariedade e apoio à greve geral de hoje e amanhã na Grécia, pela "retirada e abolição das medidas anti-laborais, anti-crescimento e anti-sociais do governo".

"Caros Camaradas,

Em nome dos trabalhadores portugueses que representamos, transmitimos à GSEE, ADEDY e PAME a nossa mais fraternal e militante solidariedade com a greve geral de 48 horas, que coincide com o debate e votação no Parlamento do plano fiscal de médio prazo e a nova ronda de medidas de austeridade acordadas entre o governo grego e a “Troika”.

Apoiamos plenamente o movimento sindical grego na sua exigência da retirada e abolição das medidas anti-laborais, anti-crescimento e anti-sociais do governo grego, contidas nesse plano e no novo pacote de austeridade. Estamos inteiramente solidários com a vossa rejeição desta vaga de despedimentos e de desemprego, de privatizações, crescentes desigualdades sociais e aumento de impostos.

48 horas na rua - Toda a Grécia na Praça Syntagma

Hungria - OGM proibidos pela nova Constituição

(via Zona Livre de OGMA Hungria, país da União Europeia conhecido por suas posições contra os organismos geneticamente modificados (OGM), acaba de dar um novo passo nesse sentido. Ela incluiu na sua nova Constituição, aprovada a 18 de abril de 2011 por uma grande maioria, a proibição de OGM no território nacional.

O artigo XX da Constituição afirma assim: "Todo mundo tem o direito ao bem-estar material e mental. Para que este direito, referido na alínea n. º 1 seja aplicado, a Hungria garante uma agricultura livre de OGM, assim como o acesso a alimentos saudáveis ​​e água potável ". Este texto entra em vigor a 1 de Janeiro de 2012. Note-se que continua a ser pouco claro sobre o alcance da proibição (cultura? Importação?), o que é compreensível para uma Constituição que define os princípios gerais.

CGTP não prescinde do aumento do Salário Mínimo Nacional para 500 euros

A CGTP não prescinde do aumento do Salário Mínimo Nacional para 500 euros, ainda este ano. Segundo Carvalho da Silva, o ministro da Economia disse que ia estudar o assunto e ouvir os parceiros sociais.

Opinião :: Crise terminal do capitalismo?

Leonardo Boff (via LeonardoBoff.com)

Tenho sustentado que a crise atual do capitalismo é mais que conjuntural e estrutural. É terminal. Chegou ao fim o gênio do capitalismo de sempre adapatar-se a qualquer circunstância. Estou consciente de que são poucos que representam esta tese. No entanto, duas razões me levam a esta interpretação.

A primeira é a seguinte: a crise é terminal porque todos nós, mas particularmente, o capitalismo, encostamos nos limites da Terra. Ocupamos, depredando, todo o planeta, desfazendo seu sutil equilíbrio e exaurindo excessivamente seus bens e serviços a ponto de ele não conseguir, sozinho, repor o que lhes foi sequestrado. Já nos meados do século XIX Karl Marx escreveu profeticamente que a tendência do capital ia na direção de destruir as duas fontes de sua riqueza e reprodução: a natureza e o trabalho. É o que está ocorrendo.

A natureza, efetivamente, se encontra sob grave estresse, como nunca esteve antes, pelo menos no último século, abstraindo das 15 grandes dizimações que conheceu em sua história de mais de quatro bilhões de anos. Os eventos extremos verificáveis em todas as regiões e as mudanças climáticas tendendo a um crescente aquecimento global falam em favor da tese de Marx. Como o capitalismo vai se reproduzir sem a natureza? Deu com a cara num limite intransponível.

Solidariedade com o Conselho Autónomo em Chiapas

(via Passa Palavra)

No México há uma guerra. Não é só a guerra desastrosa contra o “crime organizado”, é a guerra contra o povo e suas lutas por uma vida com dignidade. É a guerra contra as pessoas que não concordam em ser continuamente espezinhados e tratadas como mercadoria ou como criminosas. Esta história se repete em muitas histórias de injustiça e impunidade. A perseguição e repressão é a forma como o governo, em todos os níveis, encara as pessoas que se organizam para defender suas terras e recursos.

No México, ser um defensor dos direitos humanos se tornou perigoso. Aqueles que trabalham em questões ambientais, os direitos das mulheres, os camponeses, os jornalistas, migrantes, indígenas, diariamente recebem ameaças à sua integridade física e psicológica e à das suas famílias, e cada dia a situação vai se tornando pior.

No México há muitos interesses econômicos, há uma luta para vender e possuir os seus recursos. O que dificulta os planos de poder e dinheiro, são as pessoas que defendem seu modo de vida e sua obra, as que vivem e cuidam dos seus recursos, suas terras, sua água.

Eurodeputados do PCP opõem-se a "pacote económico" aprovado no Conselho Europeu

Os eurodeputados eleitos pelo PCP expressaram em conferência de imprensa a sua oposição aos diploma legislativos aprovados pelo Conselho Europeu de 23 / 24 de Junho. Os comunistas referiram-se especificamente a "todo o pacote sobre a “governação económica” incluindo a regulamentação obrigatória para o chamado “semestre europeu”, o aprofundamento do PEC e o Pacto euro mais, o reforço do sistema de sanções com diversos processos de multas para os Estados-Membros que não cumpram as normas e novas exigências da Comissão e do Conselho, designadamente na elaboração e execução dos orçamentos nacionais e de outras políticas macro-económicas".

Opinião :: Vontade de Governo

Carlos Carujo (via Minoria Relativa)

Veio a público o projecto de um novo partido de esquerda. Jura quem o defende que o que o distingue é mesmo, mesmo, mesmo, não ser um partido de protesto mas sim um projecto de poder. A insinuação é pouco subtil: os outros partidos da esquerda são apenas e só “de protesto” o que seria pouco. Só que dizer isto é pouco porque não o distingue assim em nada dos restantes. Se olharmos para os discursos em tempos eleitorais, PCP e Bloco de Esquerda assumiram palavras de ordem de “governo”. Em certa medida normais, se considerarmos que um partido se candidata para governar, estas palavras de ordem de “governo patriótico e de esquerda” ou simplesmente o “governo de esquerda”, dizem mais do que isso (sobre algumas das dimensões deste apelo ao “governo” leia-se a posição colectiva que subscrevi no caderno de debates da última Convenção do BE).

Pequenas questões políticas à parte, interessa-me regressar ao que significa este triunfo súbito da vontade de governo que atravessa o discurso da esquerda.

Em primeiro lugar, interessa-me porque é uma tentativa de resposta ao que muitas gentes de esquerda sentem. Chegam a qualquer um os ecos de pessoas que dizer estar fartas: fartas de serem governadas pelos mesmos de sempre com a mesma política de sempre, fartas de quem só diz mal mas não propõe nada (ainda que a esquerda jure sempre que tem propostas, este discurso é repetido mesmo pelas pessoas de esquerda), fartas dos protestos que fazem e que acabam “por não dar em nada”, concluindo-se que são em grande parte inconsequentes.

Marcha das Galdérias é hoje em Lisboa

SlutWalk* Lisboa

Pela autodeterminação sexual em todas as circunstâncias

* SLUT, galdéria, desavergonhada, puta, descarada, vadia, badalhoca, fácil

Em Janeiro de 2011 um polícia afirmou em Toronto que as mulheres devem evitar vestir-se de forma provocante se não quiserem ser violadas. A SLUTwalk Lisboa junta-se à vaga de indignação que esta afirmação causou um pouco por todo o mundo.

Recusamos totalmente a culpabilização das mulheres face a situações de violência sexual. Recusamos a cumplicidade com a agressão e com quem agride, seja pelo silêncio ou pela benevolência. Recusamos a objectificação e mercantilização dos corpos das mulheres. Mude-se as leis, mude-se quem agride. Mude-se a cultura patriarcal que diz às mulheres para não serem violadas, em vez de dizer aos homens para não violarem.

"Convergência e Alternativa" vai a votos nas próximas legislativas

O movimento Convergência e Alternativa vai a votos nas próximas legislativas, escreve o jornal i, citando o economista Jorge Bateira: "Há uma janela de oportunidade que nós vimos logo a seguir às presidenciais, com a quantidade de votos nulos e em branco registada. Não podemos continuar sem fazer nada".

Recorde-se que o Manifesto, escrito antes das legislativas, defendia ser "possível construir uma «Convergência e Alternativa» de ideias, pessoas, organizações, movimentos sociais e partidos da esquerda que seja capaz de oferecer ao País um governo de ruptura com a austeridade selvagem que a UE vai impor".

O movimento CeA já reuniu com o Bloco de Esquerda, e aguarda resposta a idêntico pedido ao PS e ao PCP, porque é exactamente a estes três partidos que se dirige. Mas no Manifesto separam-se os dois primeiros partidos, de quem se lamenta que "não tenham ousado avançar para as próximas eleições com uma grande coligação das esquerdas através da mobilização de activistas dos movimentos sociais e de personalidades diversas representativas de sectores progressistas da sociedade portuguesa", enquanto do PS se diz "que não basta denunciar a submissão da actual direcção do PS às políticas de austeridade exigidas pelos mercados financeiros e pela UE", mas é "preciso que as restantes esquerdas aceitem iniciar um processo de convergência tendo em vista produzir uma alternativa política suficientemente credível para que, no futuro e sob pressão do eleitorado, o PS reconheça que tem um interlocutor com quem pode fazer um acordo político para tirar o País da crise".

O professor universitário Jorge Bateira é quem tem assumido o papel de porta-voz da "Convergência Alternativa", que tem entre as mais conhecidas figuras promotoras gente da área socialista, como Ana Benavente, Eurico Figueiredo e Elísio Estanque, e ex-comunistas, como António Avelãs, Cipriano Justo e Paulo Fidalgo.

Quase 2.000 migrantes procedentes do continente africano afogados no Mediterrâneo neste ano

A Nosa Terra (tradução Diario Liberdade) - O Mediterrâneo é um cemitério marinho. Nestes meses do ano em curso, já morreu a mesma quantidade de migrantes africanos que em todo o ano 2010.

As guerras da Tunísia e Líbia e a rigidez da UE explicam a tragédia. Nadjia Bouaricha é uma jornalista que em Argel não pára de perguntar no jornal Ele Watan pela atitude distante dos chefes de Estado europeus que lhes negam refúgio a milhares de pessoas que viajam em embarcações improvisadas ou construídas para um destino que muitas vezes se converte em trágico.

Organizações não governamentais levam realizando uma macabros números, nestes cinco primeiros meses do ano, dentre 1.500 e 1.800 afogados no Mediterrâneo. Nesta estatística, foram cruciais conflitos como o da Tunísia primeiro, e o de Líbia, ainda em toda a intensidade. Estatísticas que "rompem" a média de outros anos. Os relatórios das ONG citavam para 2006 dois milhares de mortes e 1.785 em 2010.

Bloco abre debate na Internet

O Bloco de Esquerda abriu na internet uma uma “secção de debate sobre os resultados eleitorais das eleições legislativas de 2011, a situação política actual e as perspectivas da esquerda em Portugal".

Este novo espaço, inserido no esquerda.net, conta já com cerca de uma dezena de contributos, entre os quais um texto de João Teixeira Lopes e outro subscrito por Gil Garcia e eleitos pela Moção C na Mesa Nacional do Bloco.

O debate promete ser extensivo a “todas e todos os leitores do esquerda.net”, e justifica-se como integrado “no debate aberto que a Mesa Nacional do Bloco de Esquerda decidiu na sua reunião de 18 de Junho”.

Opinião :: (Ignacio Ramonet) A crise na Europa e uma esquerda desorientada

Ignacio Ramonet (via Carta Maior)

Um dos homens mais poderosos do mundo (chefe da maior instituição financeira do planeta) agride sexualmente a uma das pessoas mais vulneráveis do mundo (modesta imigrante africana). Em sua desnuda concisão, esta imagem resume, com a força expressiva de uma foto de jornal, uma das características medulares de nossa era: a violência das desigualdades. O que torna mais patético o caso do ex-diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) e líder da ala direita do Partido Socialista francês, Dominique Strauss-Kahn é que, se confirmado, seu desmoronamento constitui uma metáfora do atual descalabro moral da socialdemocracia. Com o agravante de que revela, ao mesmo tempo, na França, as carências de um sistema midiático cúmplice.

Tudo isso deixa extremamente indignados muitos eleitores da esquerda na Europa, cada vez mais induzidos – como mostraram na Espanha as eleições municipais e autonômicas do dia 22 de março – a adotar três formas de rechaço: o abstencionismo radical, o voto na direita populista ou o protesto indignado nas praças.

Miguel Portas admite erros e defende renovação generacional

Em entrevista a Nuno Ramos de Almeida, publicada no jornal I, Miguel Portas fala sobre o Bloco de Esquerda, voltando a defender uma renovação generacional e admitindo diversos erros tácticos como uma das causas da derrota eleitoral. Miguel Portas recorda que nem sempre houve coordenador do Bloco, admitindo assim uma direcção colegial como alternativa futura à saída de Louçã, ressalvando sempre que os "mais velhos" deverão colaborar com a sua experiência. A entrevista completa - de que publicamos dois excertos, pode ser lida on-line.

Mas há alguém para substituir Louçã?

Como o Louçã não há ninguém, mas o Bloco podia ser dirigido de outra forma, criativa e adaptada aos tempos novos, com uma série de quadros, com menos 30 anos, beneficiando da experiência dos mais velhos. É preciso ver que nem sempre o Bloco teve a figura do coordenador nacional.

BE questiona novo governo sobre despedimentos nos Estaleiros

O Bloco de Esquerda questionou o ministro da Economia e do Emprego sobre os despedimentos nos  Estaleiros Navais de Viana do Castelo, em requerimento apresentado na Assembleia da República.

Segundo o jornal Sol, lê-se no requerimento: “O Bloco de Esquerda considera inaceitável que uma empresa com capitais públicos e de um sector de bens transaccionáveis, envie para o desemprego mais de metade dos seus trabalhadores, acentuando o drama social de toda a região, e desmantelando uma indústria de vital importância para o crescimento económico do país”.

Os bloquistas querem saber como pretende agir o ministro Álvaro Santos Pereira “de forma a salvaguardar estes 380 postos de trabalho”, bem como “que esforços fará para que os ENVC possam manter a sua capacidade produtiva, de importância decisiva para o país” e ainda “como irá o accionista Estado agir”.

PCP afirma que despedimentos nos Estaleiros preparam privatização

O PCP considera que o pretendido com os despedimentos anunciados nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo é “emagrecer a estrutura dos ENVC, para daqui a alguns meses, darem a machadada final com a sua privatização, que aliás está contemplada do acordo do PS, PSD e CDS com a ‘troika’”. Em comunicado, o PCP / Viana afirma que o que se pretende com os despedimentos de mais de metade (380) dos trabalhadores dos ENVC é “entregar, de mão beijada, aos grandes interesses do capital estrangeiro os contratos já firmados com a Marinha Portuguesa e com outras entidades, no valor de 500 milhões de euros”.

PCP - Não aos despedimentos anunciados para os Estaleiros Navais de Viana do Castelo

Foi hoje anunciando pela administração dos ENVC o despedimento de 380 trabalhadores.

Este é um brutal ataque a todos os trabalhadores dos ENVC, dos quais dependem centenas de famílias, que evidencia bem a desumanidade dos que -PS, PSD e CDS – têm responsabilidades nesta situação.

Este é um brutal ataque à região do Alto Minho, onde esta empresa é um pilar do desenvolvimento. Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, dando trabalho directo a 720 trabalhadores, são o garante de milhares de outros empregos, a montante e a jusante.

Este é um brutal ataque à produção nacional, representando um passo mais para a destruição do aparelho produtivo nacional, que tantos hoje dizem defender.

As crianças pagam o preço final do legado envenenado da guerra do Iraque

John Reynolds (via Tribunal do Iraque) Fonte: Uruknet | Tradução de F.Macias

CARTA DE BASSORÁ: Os efeitos do urânio empobrecido podem ser vistos entre os jovens nos hospitais da cidade, onde os clínicos estão convencidos da sua ligação com o cancro e as deformidades.

Os arejados corredores, claros e modernos do novo hospital Laura Bush (!...) para crianças com cancro, de 101 camas e que orçou em 166 milhões dólares (116 m euros), estão a uma curta distância da maternidade Ibn Ghazwan pintada a cores mas envelhecida e do hospital pediátrico da cidade de Bassorá a sul do Iraque.

Eles dão um contraste invulgar à paisagem urbana castanha acinzentada, cujo ar poeirento e cheio de fumos atingirá este verão os 60 graus e é um dos mais poluídos do mundo.

O brilho e a cor poderiam estimular uma réstia de esperança no espírito dos pais aflitos, mas ambos os hospitais ainda carecem de máquinas e equipamentos de laboratório fundamentais para o fornecimento de radioterapia ou para diagnosticarem as numerosas causas que levam a que uma média de 10 bebés morra diariamente nas enfermarias da maternidade Ibn Ghazwan.

Gil Garcia acusa Francisco Louçã de ter faltado “à verdade e ao rigor”

Gil Garcia Ruptura / FER Bloco de EsquerdaGil Garcia, da Ruptura/FER, reagiu às declarações de Francisco Louçã no final da reunião da Mesa Nacional do Bloco do passado sábado, numa carta intitulada “Francisco Louçã falta à verdade e ao rigor”.

Garcia refere-se à afirmação de Louçã de que não ‘tinha sido apresentada na Mesa Nacional nenhuma proposta de Convenção Extraordinária’”, classificando-a de manipulação das palavras e mentira descarada, porque de facto a MN votou uma proposta de Convenção antecipada para 2012, “que é igualmente uma convenção extraordinária dado que não é ordinária”. Esta proposta foi rejeitada, com 7 votos a favor e 3 abstenções.

Gil Garcia nega também ter pedido a demissão de Louçã, na sequência dos resultados eleitorais, afirmando ter dito à comunicação social “que não era a favor de uma ‘caça às bruxas’ no Bloco e que considerava Francisco Louçã, um dos melhores quadros da esquerda portuguesa”, opinião que diz manter.

Rui Tavares abandona BE no Parlamento Europeu

Na sequência da polémica com Francisco Louçã, o eurodeputado independente eleito pelo BE decidiu desvincular-se do partido, passando a integrar o grupo de Os Verdes.

Comunicado de Rui Tavares

"No passado sábado 18 de Junho divulguei uma nota de imprensa na qual respondia a comentários públicos de Francisco Louçã que comigo estavam relacionados. Como é sabido, o coordenador nacional do Bloco de Esquerda, por via das suas duas páginas no Facebook, publicou uma nota de título "4 são mesmo 4" ligando-me à origem de informações erróneas sobre a fundação do BE que teriam vindo publicadas em dois jornais, e nas quais (cito a nota de Francisco Louçã) "Fernando Rosas desaparecia da história" da fundação do BE. Louçã escrevia que um jornalista teria sido "levado ao engano" por "uma conversa com o Rui Tavares", confessava-se "curioso acerca da coincidência de dois enganos tão estranhos" e ia mais longe, escrevendo que "é simplesmente uma falsificação a tentativa de retirar o Fernando desta história e de a refazer com novos protagonistas".

"Fukushima é muito pior do que se imagina"

Carta Maior - Alerta é de ex-dirigente da indústria nuclear. “Fukushima é a pior catástrofe industrial da história da humanidade”, disse Arnold Gundersen, à rede de televisão Al Jazeera. Cientistas independentes têm monitorado a localização de lugares radioativos perigosos em todo o Japão e seus resultados são desconcertantes. “temos 20 núcleos expostos, os tanques de combustível têm vários núcleos cada um, ou seja, há um potencial para liberar 20 vezes mais radicação do que ocorreu em Chernobyl”, afirma Gundersen. Médicos alertam para possibilidade de chuva radioativa já afetar os Estados Unidos.

Dahr Jamail – Al-Jazeera

“Fukushima é a pior catástrofe industrial da história da humanidade”, disse Arnold Gundersen, ex-executivo da indústria nuclear, à rede de televisão Al Jazeera.

CGTP-IN promove semana de acção de protesto e de proposta, de 11 a 17 de Julho, em todo o país


CGTP - Recessão económica, mais desemprego, mais pobreza, mais desigualdades, retrocesso social projectados para as próximas gerações, constitui o cenário do que nos espera do programa do governo e da aplicação das medidas da troika. Por este caminho não vamos lá. CGTP-IN promove semana de acção de protesto e de proposta, de 11 a 17 de Julho, em todo o país. Há que criar alternativas de construção de esperança e de confiança para o povo e os trabalhadores.

Israel reprime palestinos e prepara ataque à nova flotilha pacifista

Prensa Latina (via Outras Palavras)

Forças militares de Israel irromperam hoje [17 Junho] em várias localidades da Cisjordânia ocupada e prenderam residentes palestinos, coincidindo com a aprovação de uma polêmica lei sobre prisioneiros e ameaças contra uma flotilha humanitária. Efetivos do Exército de ocupação e da polícia entraram usando a força em Issawiya, um povoado de Jerusalém Leste, e revistaram moradias palestinas, danificando pertences de seus moradores.

Ativistas palestinos denunciaram que os militares também atacaram duas casas na aldeia Husan, situada ao oeste da cidade cisjordana de Belém, e destruíram o mobiliário.

Outros abusos da polícia israelense foram constatados em distritos da aldeia Al-Shawawra, ao leste de Belém, mas se ignoram os detalhes.

O jornal The Jerusalem Post, por sua vez, informou que militares israelenses prenderam nesta quinta-feira em sua casa de Kfar Surif, ao norte de Hebrón, Samir Qadi, deputado palestino filiado ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza.

Quase um milhar de mortos na Líbia por ataques da NATO

A NATO admitiu o assassinato de 9 civis na Líbia, imputando-o a um erro no sistema de uma arma. Um enviado da Telesur relatou, na passada sexta-feira a morte, desde Março, de 856 pessoas, bem como quatro mil feridos.

Cubadebate (18 de Junho) - Os ataques da NATO à Líbia mataram desde março 856 pessoas, um número que subiu nas últimas 72 horas, informou  o enviado especial da Telesur para a Líbia, Rolando Segura.

Na sua conta na rede social Twitter - @roladoteleSUR -, Segura disse que o Ministério da Saúde confirmou o número de 856 mortos e quatro mil feridos, dos quais 523 em estado de saúde delicado.

Numa conferência de imprensa, o primeiro-ministro da Líbia, Baghdadi Mahmudi, denunciou que estes ataques não cessam. Nas últimas horas registou-se a morte de quatro cidadãos em Trípoli (oeste), enquanto em Sirte, a oeste da capital da Líbia, várias pessoas que estavam viajando de carro também foram mortas num bombardeamento, enquanto o número de feridos continua a aumentar.

Segura relatou também se registaram danos na Faculdade de Letras da Universidade Al Fath, localizada na capital. Ele disse que houve danos no anfiteatro e biblioteca, entre outras áreas.

FENPROF: medidas do PSD/CDS vão além do que a troika impõe

FENPROF: Mário Nogueira apresentou em conferência de imprensa as preocupações dos professores face às medidas anunciadas para a educação: "A FENPROF está muito preocupada com as consequências das medidas que, já se sabe, vão ser tomadas, nos próximos tempos, tanto para a Educação, mas de uma forma geral, para o País", destacou o dirigente sindical, alertando para o conjunto de orientações da "troika" e do governo de coligação, que tornam o futuro "ainda mais preocupante".

"Na Educação, as medidas que PSD e CDS apresentam vão além do que a própria "troika" impõe, pois não se limitam à questão orçamental - o que já seria mau! - mas atacam o carácter democrático da escola pública. com implicação em todos os níveis, desde o financiamento à relação laboral dos seus trabalhadores", sublinhou Mário Nogueira.

"A FENPROF reafirma que as medidas da "troika" nada de novo trarão ao país, pelo contrário: aprofundarão os problemas, como, aliás, é visível na Grécia, onde um acordo semelhante ao que foi assinado em Portugal resultou num estrondoso insucesso, agravando a situação, criando mais instabilidade, mais precariedade e mais desemprego. Este não é o caminho", lembrou o dirigente sindical, que chamou a atenção para as ameaças à soberania nacional. A propósito, observou:

Louçã recusa tornar BE no CDS do PS

Em entrevista ao DN, Francisco Louçã mostra-se disponível para participar na renovação generacional, quando o partido o decidir, garantindo que será sempre leal ao BE e continuará activo e dedicado às ideias que o movem desde os seus 15 anos.

Louçã pronuncia-se também sobre alguns dos episódios críticos do BE nos últimos tempos. Recusando-se a refazer a história, admite que a recusa em reunir com a troika "não foi compreendida por grande parte do eleitorado", e que, por isso, se fosse hoje "veria com outros olhos essa reunião".

Sobre a apresentação da moção de censura ao governo Sócrates reafirma que foi "correctíssima" e forçou o governo a apresentar o pacto "que tinha acordado há semanas com as instituições internacionais".

Arnaldo Otegi: 'É preciso um acordo que garanta autodeterminação do País Basco, Catalunha e Galiza'

Gara - [Tradução do Diário Liberdade] Arnaldo Otegi fala por primeira vez após o grande sucesso atingido pelo independentismo basco nas eleições autárquicas e autonômicas.

Do cárcere espanhol em que está ainda prisioneiro, o político basco reflete sobre o cenário aberto após a esmagadora vitória eleitoral da esquerda abertzale. Reproduzimos a seguir em galego-português a entrevista publicada pelo jornal basco Gara.

Desde a última entrevista concedida por Otegi passaram muitas coisas no País Basco até chegar ao viro de 22-M. No entanto, o cenário continua sem normalizar-se, e a melhor prova é que em oito dias Otegi vai sentar-se de novo no banco da Audiência Nacional junto a sete colegas. Otegi remarca que a nova estratégia da esquerda abertzale sintonizou com o povo e está conseguindo grandes avanços, mas advoga por «continuar a somar forças, em termos táticos e estratégicos».

Rui Tavares exige pedido de desculpas a Louçã

Reagindo à nota de Francisco Louçã no Facebook, Rui Tavares exigiu, numa nota publicada no seu blog, um pedido de desculpas, lamentando "a aparente leviandade com que Francisco Louçã extrapola em público sobre a sua curiosidade ‘acerca da coincidência de dois enganos tão estranhos’, ligando-a a um deputado eleito em listas do seu partido, sem ter feito o mais fácil — que seria telefonar a esse deputado para procurar satisfazer essa curiosidade".

A nota de Tavares continua em tom bastante duro para Louçã: “Mas Francisco Louçã vai mais longe, utilizando num contexto em que citou o meu nome termos e expressões como ‘falsificação’ e ‘tentativa de refazer a história’, que para um historiador como eu têm implicações tão graves que não podem simplesmente passar em claro. Eu não sou, caro Francisco Louçã, dos que refazem a história e, politicamente, não sou daqueles que apagam um camarada da fotografia para lá pôr outro”.

Mesa Nacional do BE não debateu Convenção nem demissão da direcção

A Mesa Nacional do Bloco de Esquerda elegeu hoje a nova Comissão Política, com quatro novos nomes  - Tiago Gillot, Joana Mortágua, Marisa Matias e José Manuel Pureza - e as saídas de António Chora, Cecília Honório, Helena Pinto e Miguel Portas. Francisco Louçã, Ana Drago, Fernando Rosas, João Semedo, João Teixeira Lopes, Jorge Costa, José Gusmão, José Soeiro, Luís Fazenda, Mariana Aiveca, Pedro Soares e Rita Calvário foram reeleitos para a CP.

Na apresentação das conclusões da reunião, Francisco Louçã disse que não foi apresentada qualquer proposta de Convenção Extraordinária, nem de demissão da direcção. Relata o Esquerda.net que a resolução política "apresentada pela lista maioritária foi aprovada apenas com 5 votos contra e 1 abstenção", tendo Francisco Louçã sublinhado "que estes números revelam que a resolução colheu o apoio de membros das listas minoritárias, que obtiveram na última Convenção 17 lugares".

Novo governo 2 - Citações de Álvaro Santos Pereira

Álvaro Santos Pereira, futuro Ministro da Economia:

Sabia que mais de metade das receitas projectadas com a subida do IVA [em 2010] vão "direitinhas" para os cofres de uma empresa privada? Sabia que as transferências dos dinheiros do Estado para esta empresa equivalem a mais de metade das poupanças arrecadadas com o corte de salários dos funcionários públicos?

O que é que aconteceu entre 1995 e 2011 para termos passado termos de "bom aluno" da UE a um exemplo que toda a gente quer evitar? O que é que ocorreu entre 1995 e 2011 para termos transformado tanto o nosso país? Quem conduziu o país quase à insolvência? Quem nada fez para contrariar o excessivo endividamento do país?

Louçã, Rui Tavares e Daniel Oliveira em polémica no Facebook

A publicação pelo jornal i de uma notícia, atribuindo a fundação do BE a Francisco Louçã, Luís Fazenda, Miguel Portas e Daniel Oliveira, irritou o líder bloquista, que reagiu com uma nota no Facebook, intitulada “Quatro são mesmo quatro”. Francisco Louçã escreve que o jornalista invoca ter sido enganado “por uma informação de uma conversa com o Rui Tavares” e anota que outro jornal, o Sol, incorreu depois no mesmo erro, considerando curiosa a “coincidência de dois enganos tão estranhos”. Louçã lamenta a falsificação e a tentativa de retirar Rosas da fundação do Bloco e refazer a história “com novos protagonistas".

Daniel Oliveira e Rui Tavares parece não terem gostado da análise de Louçã, e no mesmo espaço comentam a nota, com DO a escrever que o coordenador do Bloco devia ter falado com Rui Tavares antes de escrever, até porque se trata de “um eleito do nosso partido”. Para DO Louçã fica mal, porque “fica mal quem acusa alguém de ser fonte da informação sem confirmar com o "acusado"”. Já Rui Tavares dirige-se directamente a FL, afirmando nunca ter dito “a nenhum jornalista que o Daniel Oliveira fosse um dos quatro fundadores do Bloco” e estranha que Louçã não lhe tenha ligado antes de publicar a nota no Facebook.

Novo governo 1 - Citações de Nuno Crato

Nuno Crato, noticiado como futuro Ministro da Educação:

Eu não vejo essa ideia de que se existe uma escola pública não pode existir uma privada ao lado, ou não se pode financiar uma privada, ec. Eu não vejo como ambição do Estado que todos os alunos vão para a escola pública e não haja outras opções. Acho que não faz sentido.

Ao estado não deve competir ter uma rede pública que absorva todo o sistema e todos os alunos.

O que deve haver é um sistema transparente de financiamento, e as pessoas devem poder escolher entre uma escola pública e outra privada ao lado.

Não vejo problema em que haja escolas com dinheiro para fazer hipismo... Dá a impressão que estamos aqui a querermos ser todos pobres.

PCP apresenta proposta de renegociação da dívida

Bernardino Soares apresentou em conferência de imprensa as linhas orientadoras da proposta do PCP para a renegociação da dívida, lembrando que a 5 de Abril o PCP foi a primeira força política a avançar com esta proposta.

Eduardo Galeano: "Este mundo de merda está grávido de outro"

Declarações do jornalista e escritor Eduardo Galeano na Acampada de Barcelona, em finais de Maio.

"Rebeldes" líbios rejeitam eleições propostas por filho de Kadhafi

Um porta-voz dos rebeldes líbios, Jalal el-Gallal, rejeitou a proposta, feita pelo filho de Kadhafi, de realização de eleições supervisionadas pela comunidade internacional: "Saif al-Islam não está em posição de oferecer eleições. A Líbia terá eleições livres e democracia, mas a família Kadhafi não tem nenhum papel a desempenhar neste processo", afirmou à Reuters.

O filho de Kadafhi afirmara, em declarações ao Corriere della Sera, que as eleições poderiam ser realizadas no prazo de três meses, ou, no máximo, até final do ano, e que o seu pai aceitaria qualquer resultado, mas recusaria partir para o exílio.

Saif al-Islam mostrou-se convicto da vitória em eventuais eleições: "Não tenho dúvida de que a esmagadora maioria dos líbios está com o meu pai e vê os rebeldes como fanáticos fundamentalistas islâmicos, terroristas despertados a partir do estrangeiro".

João Semedo admite Convenção Extraordinária do BE

João Semedo, da Comissão Política do Bloco de Esquerda,admitiu, em declarações à Antena 1, a realização de uma Convenção Extraordinária, mas não a curto prazo, defendendo para já uma discussão "mais rendilhada mais fina, mais pequenina, no sentido do espaço em que ela se trava".

A convocação da reunião magna dos bloquistas tem sido defendida por diversos militantes, como Daniel Oliveira e Joana Amaral Dias, que integraram no passado as listas de Francisco Louçã, bem como pela corrente Ruptura / Fer, de Gil Garcia, e pelos eleitos da Moção D, de Helena Carmo. Gil Garcia, também à Antena 1, disse esperar que "o bom senso impere e a direcção esteja disponível para discutir uma nova orientação, e até a renovação dos orgãos dirigentes, e que tome a iniciativa", admitindo que a Convenção não precisa de se realizar já.

PCP contra cortes cegos para as Forças Armadas

No final de uma reunião a pedido das associações profissionais militares, Jerónimo de Sousa pronunciou-se contra medidas economicistas e cortes cegos nas verbas para as Forças Armadas, que considera serem um garante da soberania nacional e realizarem acções de serviço público, referindo o combate a incêndios. O secretário-geral do PCP manifestou-se ainda contra situações de injustiça como o "congelamento de promoções que levam a situações sem saída para muitos militares".

O porta-voz dos militares - Lima Coelho, da Associação Nacional de Sargentos - exigiu uma resposta a quem jurou "servir o povo português e não quaisquer troikas estrangeiras ou nacionais", afirmando também esperar resposta dos restantes partidos aos pedidos de audiência. Participaram no encontro com o PCP, além da ANS, representantes das associações dos oficiais (AOFA) e praças (AP).

Opinião: O aumento dramático (35%) de mortes de bebês nos EUA é resultado do desastre de Fukushima?

Janette D. Sherman, MD e Joseph Mangano (resumo de artigo publicado no Counter Punch; tradução vermelhos.net)

Os bebês nos EUA estão a morrer numa taxa acrescida. O recente CDC Morbidity and Mortality Weekly Report indica que oito cidades no noroeste os EUA (Boise ID, WA Seattle, Portland OR, mais as cidades do norte de Califórnia, Santa Cruz, Sacramento, San Francisco, San Jose, e Berkeley) relataram os seguintes dados sobre as mortes entre os menores de um ano de idade:

- Quatro semanas finalizadas em 19 de Março, 2011 - 37 mortes (média de 9,25 por semana)

- Dez semanas finalizadas em 28 de Maio de 2011 - 125 mortes (média de 12.50 por semana)

Isso equivale a um aumento de 35% (o total para todos os EUA subiu cerca de 2,3%), e é estatisticamente significativo. De um significado ainda maior é que essas datas incluem as quatro semanas antes e 10 semanas após o desastre nuclear de Fukushima.

José Mário Branco: "não nos podemos limitar a ser uns discursos"

José Mário BrancoExcerto de entrevista de José Mário Branco ao Ponto Alternativo, "em vésperas de trazer um espectáculo único à abertura do Festival Silêncio".

Vi um espectáculo seu no Porto, em Fevereiro, e acho que a parte política é indissociável da sua música. Por isso, é inevitável: o seu FMI foi escrito há mais de 30 anos, mudava alguma coisa, se fosse agora?

Eu já não estou naquele estado. Estava assim na altura, em que eu e toda uma geração de jovens que esteve naquele processo precisávamos de fazer um balanço do que nos aconteceu, que foram coisas enormes, muito fortes. Tínhamos de perceber o que nos tinha acontecido, o que tinha acontecido a este país, a este povo. E isto num contexto de derrota, porque fomos derrotados, tivémos sonhos, tentámos levá-los à prática e fomos derrotados - como era o mesmo processo de toda uma geração, a minha geração conheceu uma estreia em palco.

CPPC repudia instalação de comando operacional da NATO em Portugal

Conselho Português para a Paz e Cooperação

COMUNICADO Sobre o grave envolvimento de Portugal na estrutura militar da NATO

O conselho de ministros da NATO, reunido dias 8 e 9 de Junho na sua sede em Bruxelas, tratou de reformar a sua estrutura de comandos, tendo decidido transferir para Portugal o "comando operacional" da força marítima de reacção rápida ‘Strikfornato’, até agora sedeado em Nápoles. Este ‘comando operacional’, superintende a Sexta Esquadra dos Estados Unidos da América e forças navais de outros estados membros. É personalizado pelo próprio comandante da Sexta Esquadra e reporta directamente com o Comandante Supremo das Forças Aliadas (‘SACEUR’) em Bruxelas.

A NATO pretende também instalar em Portugal a Escola de Sistemas de Comunicação e Informações, agora sediada em Roma. A este lote adiciona-se a manutenção em Monsanto do Centro de Lições Aprendidas e Análise Conjunta (‘JALLC’) e o encerramento do "comando conjunto" instalado em Oeiras.

[VÍDEO] Polícias infiltrados provocam violência em Barcelona

Opinião :: Donde vimos, onde estamos?

Carvalho da Silva (via JN)

Bento de Jesus Caraça, nos nebulosos anos 30 do século passado, dizia que a resolução dos problemas que se colocavam à sua geração exigiam "um prévio esforço de pensamento" para "saber, por uma análise fria e raciocinada, quais são esses problemas, quais as soluções que importa dar-lhes - saber donde vimos, onde estamos, para onde vamos".

Como trabalhar as respostas às três dimensões da interrogação?

José Saramago disse um dia que "somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos. Sem memória não existimos, sem responsabilidade talvez não mereçamos existir". Ora, o neoliberalismo abjura o exercício de memória e não quer cidadãos livremente responsabilizados.

CGTP solidária com Greve Geral na Grécia

A CGTP enviou às três mais importantes organizações sindicais gregas, GSEE, ADEDY e PAME, uma mensagem de solidariedade com a Greve Geral que decorre hoje. Na missiva a central sindical relaciona a situação na Grécia com a intervenção externa em Portugal: "Na sequência das recentes eleições formar-se-á um governo dos partidos mais à direita, anunciando-se no imediato medidas anti-sociais e anti-populares duríssimas às quais a CGTP-IN, os trabalhadores e o povo português terão de responder com uma luta determinada e persistente".

"Queridos e Queridas Camaradas,

É com um sentimento de profunda solidariedade que, em nome dos trabalhadores portugueses que representamos, a CGTP-IN transmite os votos de pleno sucesso para a greve geral e manifestações sindicais que têm lugar na Grécia, no dia 15 de Junho de 2011.

[TV ao vivo] Milhares às portas do Parlamento catalão contra a aprovação de novos cortes sociais

Diário Liberdade - Uma grande concentração de pessoas bloqueia o acesso ao Parlamento autônomo da Catalunha para tentar impedir a aprovação, no interior, de uns orçamentos neoliberais e contra a maioria social, no quadro de crise sistêmica capitalista.

Desde as 17 horas de ontem, terça-feira, o Parlamento teve que ser fechado pela presença de mais de 2.000 pessoas no Parque da Ciutadella, em Barcelona, onde várias centenas de pessoas passaram a noite para, desde o início da manhã de hoje, tentar impedir o acesso de parlamentares às instalações.

IEFP obriga formadores a devolver honorários já pagos

FERVE - O FERVE e os Precários Inflexíveis denunciam os atropelos à lei que o IEFP tem implementado junto dos seus formadores externos que culminou agora na obrigação de devolverem 10% dos honorários recebidos desde Janeiro. Consideramos que a actuação do IEFP se tem revestido de ilegalidades várias e formalizámos uma queixa no Provedor de Justiça. Apelamos a todos vós que o façam também!

O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP, IP) é um instituto público que tem como missão, segundo o seu site, “promover a criação e a qualidade do emprego e combater o desemprego, através da execução das políticas activas de emprego e formação profissional”.

Pezarat Correia censurado no Diário de Notícias. Vasco Lourenço comenta e transcrevemos o artigo censurado de Pezarat Correia.

(via página Facebook da Associação 25 de Abril)

Mais papistas que o Papa? Pôr as nossas barbas de molho? Excesso de zelo?

Eis algumas das interrogações que fiz, quando tomei conhecimento que a direcção do Diário de Notícias não tinha autorizado a publicação do artigo de opinião do general Pedro de Pezarat Correia "Paulo Portas Ministro?". Nem o facto de esse artigo transcrever parte de um outro artigo do mesmo autor, publicado em 12 de Abril de 2002 no mesmo Diário de Notícias, valeu para que, desta vez, não tivesse havido censura.

Carvalho da Silva reclama acompanhamento da OIT ao programa de austeridade

Carvalho da Silva interveio na 100.ª Sessão da Conferência Internacional do Trabalho, como delegado dos trabalhadores portugueses, defendendo a necessidade de a OIT fazer um "exercício de memória histórica [...] para que se tenha presente as causas e os responsáveis das actuais crises, por forma a evitar que se continuem a impor sacrifícios injustos".

O Secretário-Geral da CGTP-IN considera imperativo "lembrar o que significou de positivo passar a retribuição do trabalho da dimensão de subsídio de subsistência para a de partilha (mesmo que injusta) da riqueza produzida pelo(a) trabalhador(a); o que significou atribuir direitos e factores de estabilidade e segurança ao trabalho e afirmar o direito do trabalho; o que significou universalizar direitos sociais e garanti-los através de valores solidários colectivamente assumidos; o que significou o trabalhador ter o controle do tempo de trabalho; o que significou a conquista e a consagração da contratação colectiva, importantíssimo instrumento de distribuição da riqueza e  da dignidade no trabalho; o que significou o investimento público em infra-estruturas e serviços básicos".

Corte na taxa social única terá efeitos reduzidos nos custos de produção

O PÚBLICO analisou os dados fornecidos pelas empresas em 2009 e a partir daí apurou a estrutura média de custos de produção, estimando o peso dos custos com pessoal, com o objectivo de saber qual o efeito da anunciada redução da Taxa Social Única. A conclusão dos jornalistas João Ramos de Almeida e Raquel Martins é a de que "um corte de quatro pontos na TSU redundará apenas numa poupança média de 0,8 por cento do custo de produção total", enquanto se o corte for de 16 pontos percentuais, como sugere o FMI, a poupança seria de 3,2%. No primeiro cenário os contribuintes teriam de pagar mais 1600 milhões de euros de impostos, para não descapitalizar a Segurança Social, enquanto no segundo cenário o valor subiria para 7400 milhões de euros.

Francisco Assis Assis quer coligações autárquicas com PCP e BE

Em declarações ao PÚBLICO, Francisco Assis anunciou “que pretende introduzir uma alteração da estratégia autárquica para iniciar um diálogo construtivo à esquerda com o PCP e o BE”.

O candidato a secretário-geral do PS tem como objectivo realizar coligações à esquerda, onde for “essencial derrotar a direita” e para "superar a dificuldade histórica de relacionamento que prejudica as opções dos eleitores de esquerda".

Recorde-se que Francisco Assis foi candidato à Câmara Municipal do Porto em 2005, tendo-se colocado na altura a hipótese de uma coligação PS/PCP/BE, para derrotar Rui Rio e a aliança de direita. O Bloco de Esquerda viria a pôr de parte qualquer hipótese de coligação alargada, recusando-se a concorrer ao lado da CDU, cujo vereador Rui Sá tinha responsabilidades no executivo liderado por Rui Rio.

"Convergência e Alternativa" tem como meta a apresentação de uma proposta política alternativa

A «Convergência e Alternativa» analisa, em nota à imprensa, os resultados das eleições legislativas, e "convoca todos os portugueses dispostos a lutar para que o País não caia numa situação de extremo descalabro económico, financeiro e social". O movimento afirma querer "catalisar a convergência de pessoas, movimentos sociais e partidos tendo como meta a apresentação de uma proposta política alternativa capaz de salvar o País do desastre e de devolver aos Portugueses a esperança de viver numa sociedade mais digna e mais justa".

Convergência e Alternativa - As eleições de 5 de Junho deram a vitória aos partidos da direita num contexto de grave crise económico-financeira e social. Os partidos que subscreveram as condições do empréstimo da UE/FMI obtiveram 78,4% dos votos úteis, o que representa uma pesada derrota para os partidos que se opõem às políticas neoliberais que o empréstimo exige.

Lutando por um futuro sem capitalismo no Estado espanhol

Diário LiberdadeEn Lucha - [Tradução do Diário Liberdade] Artigo de Andy Durgan desde Barcelona para Socialist Worker da Grã Bretanha sobre a revolta no Estado espanhol contra a crise econômica.

Milhares de pessoas, principalmente jovens, estão envolvidas no novo movimento no Estado espanhol. As pessoas jovens sofreram durante anos condições de trabalho precárias, salários insuficientes e contratos temporários. Mas os efeitos tornaram-se mais mercados com a última crise do capitalismo. Cerca de 21% da população não tem trabalho e entre os menores de 30 anos a porcentagem sobe para 40%. Isto não inclui os estudantes que buscam trabalho, sendo assim, a cifra, na realidade, é maior.

Se é jovem a situação está no vermelho. Cerca de 85% das pessoas menores de 30 anos vivem com seus pais em função dos preços da habitação.

Petição pelos Açores livres de OGM

(via Zona Livre de OGM) As associações Amigos dos Açores e Gê-Questa lançaram uma petição pública para recolher assinaturas a favor da criação de uma zona livre de transgénicos na Região Autónoma dos Açores. Para assinar basta ir aqui.

O cultivo de variedades de organismos geneticamente modificados (OGM) é, frequentemente, contestado pelas populações de diversas partes do mundo, pelo conjunto de ameaças para a saúde pública, o ambiente e o desenvolvimento da agricultura tradicional.

No entanto, numa atitude exemplar, representantes políticos de diversas partes do mundo já as declararão livres de OGM, como sucedeu, por exemplo, em vários municípios portugueses e na Região Autónoma da Madeira (vêr o mapa das zonas livres de OGM em Portugal  aqui, e a declaração da Região Autónoma da Madeira em aqui).

Entrevista a Mário Nogueira, da FENPROF

(via FENPROF) Como será depois das eleições legislativas?!

Uma semana depois de, nas eleições legislativas, Sócrates ter sido afastado do poder e os partidos da direita terem obtido uma maioria que lhes permite governar, colocámos ao Secretário-Geral da FENPROF quatro questões sobre a avaliação que faz dos resultados eleitorais e as suas perspectivas para a acção futura da FENPROF. Mário Nogueira afirma que a maioria política que passou a existir não se traduz numa maioria social de apoio a políticas e medidas que, PSD e CDS, se preparam para aplicar devido aos compromissos que assumiram com a “troika”. É sua convicção que a luta reivindicativa está para muito breve, pois as pessoas não estão dispostas a sujeitarem-se a mais sacrifícios. Apesar de o Secretariado Nacional da FENPROF ainda não ter reunido após as eleições, o que acontecerá em 12 e 13 de Junho, é já claro que, para a FENPROF, o tempo não será de resignação ou aceitação das medidas da “troika”, pelo que inevitável só a luta contra tais medidas.

COMUNICADO: SOLIDARIEDADE COM AS ASSEMBLEIAS POPULARES "DEMOCRACIA VERDADEIRA, JÁ!"

As organizações da sociedade civil portuguesa representadas neste comunicado expressam o seu repúdio veemente à acção policial do dia 4 de Junho, na praça do Rossio, contra os participantes na Assembleia Popular "Democracia Verdadeira Já".

Exprimem, ainda, profunda consternação com a demonstração da ignorância dos agentes policiais a respeito de direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa, em particular o Direito de Reunião (nº 1 do artº 45º): "Os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização." Tratou-se de um duplo atentado à ordem democrática e à integridade da comunidade de cidadãs e cidadãos.

Acresce, a tudo isto, a gravidade do dia da acção policial; no dia anterior ao exercício de um dos direitos cívicos conquistados com Abril, qualquer acção repressiva ganha uma dimensão simbólica adicional. O grupo profissional dos agentes policiais deve reflectir, em conjunto, acerca das razões que têm levado, nos últimos tempos, a uma escalada de violência que prenuncia novos e intensificados actos de violência.

Autor de "Stalin - História e crítica de uma lenda negra" em Serpa e Lisboa

Domenico Losurdo estará em Portugal na próxima semana para apresentação do seu livro “Stalin - História e crítica de uma lenda negra", com sessões na Bibliotea Municipal de de Serpa, terça-feira, 14, às 18 horas, e Lisboa, no  ISCTE / Auditório Afonso de Barros, quarta-feira, às 18 horas.

Reproduzimos excerto de um texto de Miguel Urbano Rodrigues, que participará, em Serpa, na apresentação da polémica obra de Losurdo, enquanto em Lisboa a apresentação contará com a presença de João Arsénio Nunes.

Miguel Urbano Rodrigues (via odiario.info)

Domenico Losurdo aborda no seu Stalin aspectos muito polémicos da intervenção na História do homem que na prática dirigiu a União Soviética durante quase três décadas. Não conheço obra comparável pela ausência de paixão e pela densidade e profundidade da reflexão sobre o tema.

Opinião :: A crise européia e o “moinho satânico” do capitalismo global

Giovanni Alves (*)

A crise financeira de 2008 expõe com candência inédita, por um lado, a profunda crise do capitalismo global e, por outro, a débâcle político-ideológico da esquerda socialista européia intimada a aplicar, em revezamento com a direita ideológica, os programas de ajustes ortodoxos do FMI na Grécia, Espanha e Portugal, países europeus que constituem os “elos mais fracos” da União Européia avassalada pelos mercados financeiros.

Aos poucos, o capital financeiro corrói o Estado social europeu, uma das mais proeminentes construções civilizatórias do capitalismo em sua fase de ascensão histórica. Com a crise estrutural do capital, a partir de meados da década de 1970, e a débâcle da URSS e o término da ameaça comunista no Continente Europeu, no começo da década de 1990, o “capitalismo social” e seu Welfare State, tão festejado pela social-democracia européia, torna-se um anacronismo histórico para o capital.

Opinião :: Notas sobre a derrota eleitoral do Bloco e o Bloco saído da derrota eleitoral

Isabel Faria

A Comissão Política do Bloco de Esquerda reuniu esta tarde para analisar os resultados eleitorais.

Da reunião, tal como das declarações e artigos desde Domingo publicados por dirigentes do BE, ressaltam algumas conclusões, quase unânimes:

1 – Grande parte da responsabilidade da votação no Bloco, deve-se a factores externos ao BE – voto útil (sem que se explique em nenhum lugar porque só funcionou para o Bloco); medo e instabilidade motivados pela crise.

2 – Na parte que é da responsabilidade do Bloco, fala-se na dificuldade em passar a mensagem sobre as opções feitas, não se questionando, nunca, essas opções. Autocrítica continua a ser palavra proibida para os dirigentes do Bloco.

3 – A dificuldade de transmissão dessa mensagem começa na Moção de censura e acentua-se na recusa em ir à reunião com a Troika.

4 – O voto sobre a intervenção do FMI na Grécia, nunca existiu ou foi por todos os eleitores e aderentes compreendido ou esquecido.

Ler mais no Estações e caminhos

CGTP apresenta reivindicações imediatas ao novo governo

A resolução aprovada pelo Conselho Nacional (Tempos de Acção / Tempos de preocupação) apresenta "reivindicações imediatas" ao governo da direita:

- Aumento do SMN para 500€ tal como está estabelecido no Acordo celebrado em 2006;

- Aumento das pensões, designadamente, as mais reduzidas;

- Alteração das regras de condições de recurso para o acesso a prestações e apoios  sociais;

- Reposição das condições de acesso ao subsídio de desemprego;

- Prolongamento do subsídio social de desemprego para quem deixou de ter  protecção.

Cesare Battisti libertado pelo Supremo Tribunal do Brasil

Carta Maior – Preso há quatro anos num presídio do Distrito Federal, o ativista político italiano Cesare Battisti deve ser solto nesta quinta-feira (09/06) e, logo em seguida, pedir ao Conselho Nacional de Imigração um visto para permanecer de forma definitiva no Brasil. Depois, decidirá se fica em Brasília, muda-se para o Rio de Janeiro, onde tem amigos, ou para São Paulo, onde está a editora de livros com a qual trabalhava antes da detenção e pela qual quer retomar a atividade de escritor.

O alvará de soltura de Battisti foi assinado na noite desta quarta-feira (08/06) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, depois de um julgamento de mais de seis horas em que o STF apoiou o direito do ex-presidente Lula de conceder refúgio ao ativista e rejeitou a tentativa do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, de obter a extradição do compatriota.

O Supremo libertou Battisti por 6 votos a 3, numa decisão em que os ministros se dividiram entre duas posições. A vitoriosa defendeu encarar o caso como uma questão política. Como presidente da República, Lula tinha soberania para decidir dar ou não abrigo ao italiano, e depois que arcasse com as consequências políticas – reação internacional negativa, processo no Tribunal Internacional de Haia ou por crime de responsabilidade no Congresso Nacional, por exemplo.

Daniel Oliveira acusa UDP de ser linha sectária do Bloco

A polémica sobre as causas e consequências da derrota eleitoral do Bloco de Esquerda continua na comunicação social e redes sociais, tendo como um dos principais protagonistas o ex-dirigente Daniel Oliveira, que ontem mereceu mesmo uma resposta directa de Fernando Rosas, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião da Comissão Política.

Daniel Oliveira retoma hoje a polémica em artigo publicado no Expresso on-line, de onde ressalta, pela primeira vez, a identificação de uma “linha sectária”, que terá pressionado a apresentação da moção de censura “fora de tempo e mal preparada, que baralhou o eleitorado”. Para DO, trata-se de um “remake de um episódio passado, até nos protagonistas internos: o da Câmara Municipal de Lisboa”, onde, “depois de um esforço de alargamento e de uma política de aliança com independentes que correspondia à estratégia definida, a linha sectária (que raramente é visível no exterior, mas que consegue ter um extraordinário poder na curta estrutura do Bloco) impôs a sua vontade e contradisse a linha seguida até aí, apelando à pureza e autosuficiência do partido”. Recorde-se que na altura Luís Fazenda era o responsável pela Concelhia de Lisboa do BE e foi depois candidato à Câmara Municipal, não conseguindo a eleição.

Opinião :: Toni Negri vê a Espanha rebelde

Antonio Negri | Tradução: Bruno Cava (via Outras Palavras)

Na última semana, estive na Espanha a trabalho. Estive naturalmente envolvido com os “indignados”: atravessei algumas praças e acampamentos, questionei e discuti com muitos companheiros. Quem são os “indignados”? Não pretendo responder — há dezenas de narrativas facilmente encontráveis sobre isso. Relato aqui somente alguns apontamentos.

Democracia Real Ya nasceu dois meses antes do 15 de maio. É uma associação de militantes digitais, menos radicais, porém mais eficazes que o grupo Anonymous. Já havia movimentos desde janeiro de 2011 contra a Lei Sinde, que pune a pirataria na Internet; e articularam um discurso e uma luta contra a assinatura daquele acordo entre PP e PSOE (direita e esquerda), que viabilizara essa lei, promovida inclusive pelo vice-presidente americano. Em conseqüência, a associação incita à recusa do voto: “no les votes!”, e desenvolve um discurso sobre o sistema representativo espanhol, contra o bipartidarismo, com a exigência de uma nova lei eleitoral proporcional, dirigida a favorecer o pluralismo e a equidade.

Opinião :: DEPOIS DAS LEGISLATIVAS Aprender sempre

Sandra Monteiro (via Le Monde Diplomatique)

Com os resultados das eleições legislativas de 5 de Junho tornou-se ainda mais difícil romper com as políticas de austeridade impostas pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). É uma má notícia para Portugal, mas também para os defensores de uma Europa coesa e social. É um bilhete simples, numa viagem que ameaça ser sem regresso, para uma crise ainda mais prolongada e profunda. Com mais regressão social e mais recessão económica.

O líder do Partido Social Democrata (PSD) discursou quando se tornou claro que podia formar um governo de maioria com o Centro Democrático Social-Partido Popular (CDS-PP). Garantiu que a substituição de José Sócrates, o rosto até agora protagonista das políticas de austeridade (ironicamente, só possíveis com o aval do PSD), marcava o início de uma nova fase de estabilidade e a abertura de «uma janela de esperança e de confiança no futuro». Infelizmente, por essa janela só vai entrar uma realidade cada vez mais dramática para a grande maioria dos cidadãos.

Comissão Política do BE rejeita Convenção extraordinária e avança com auditoria à dívida

Fernando Rosas - Foto Paulete MatosNa apresentação das conclusões da reunião da Comissão Política do Bloco de Esquerda, Fernando Rosas confirmou "a convocação da reunião da Mesa Nacional para o dia 18 de Junho e o início de um grande debate interno entre militantes e simpatizantes". O dirigente do Bloco afrimou que o debate interno será feito como habitualmente "a seguir às grandes campanhas eleitorais, nas vitórias e nas derrotas, como agora aconteceu", recusando "qualquer pressão mediática ou outra que se faça sobre o normal funcionamento da sua democracia interna".

Opinião :: Governo Dilma: Devagar, bem comportado, rumo ao precipício

Laerte Braga (via Diário Liberdade)

A demissão de Antônio Palocci não muda nada no governo Dilma. Sai um ministro envolvido em corrupção, entra uma ministra até prova em contrário séria, mas e daí?

A política econômica continua privilegiando investimentos não produtivos – de curto prazo – com ganhos elevados (como não existem em lugar do mundo), os juros continuam estratosféricos e o ufanismo do real valorizado na prática significa que o parque industrial brasileiro, a persistir esse modelo, vai para o brejo.

Os ganhadores? Os de sempre. O sistema financeiro em boa parte controlado por grupos estrangeiros – obra de FHC.

Rui Tavares: "Portugal não tem partidos de esquerda"

Na sua habitual crónica no PÚBLICO Rui Tavares escreve que PS, PCP e BE "não são de esquerda" porque "mais do que uma doutrina ou uma ideologia, a esquerda é a aliança daqueles que não são ricos nem poderosos". O eurodeputado independente, eleito pelo BE, conclui no seu polémico artigo que "Portugal não tem partidos de esquerda".

Uma constatação

É, apesar de tudo, injusto dizer que a esquerda portuguesa não consiga estar de acordo. Para dar um exemplo, perguntemos por que não consegue a esquerda portuguesa convergir e a resposta vem pronta: a culpa é do outro partido.

O Partido Socialista dirá, como quem constata uma evidência, que PCP e Bloco estão arrinconados numa confortável posição de protesto e que evitam, ao mínimo pretexto, implicar-se numa governação do país que seja pragmática.

TV belga mostra imagens de intervenção policial no Rossio

A televisão belga mostra imagens da intervenção policial no Rossio (atenção a partir dos 35 seg.). Ao contrário do que tem sido dito na imprensa o acampamento já tinha sido desmontado há vários dias. (via 5dias.net)

Jerónimo de Sousa critica actuação recente de Cavaco Silva

Jerónimo de Sousa teceu fortes críticas a Cavaco Silva, na conferência de imprensa para apresentação das conclusões da reunião do Comité Central do PCP. O secretário-geral dos comunistas afirmou que o seu partido "condena com particular veemência a atitude e declarações do Presidente da República, na véspera e no dia das eleições, que representou não só uma intolerável pressão sobre os eleitores, expressa na inaceitável e ilegítima negação aos cidadãos que decidissem não votar, do direito ao protesto e opinião sobre o futuro do país, como constitui uma declarada intromissão nas opções eleitorais dos portugueses com base na insistência da escolha sobre “quem vai governar” e na promoção dos que se identificam com o programa de ingerência externa que indisfarçadamente abraçou". Jerónimo de Sousa referiu-se também à pressa do PR na formação do novo governo, ultrapassando a Constituição da República, que obriga a ouvir todos os partidos.

Bloco vai debater em assembleias locais e na Mesa Nacional

A Mesa Nacional do Bloco de Esquerda reúne no sábado, 18 de Junho, para “debater os resultados eleitorais do passado domingo e as tarefas imediatas resultantes da situação nacional pós-eleições e dos efeitos da intervenção externa”.

A notícia do Esquerda.net frisa que a MN é “o órgão máximo do Bloco de Esquerda entre convenções “ e que foi “eleita na VII Convenção realizada há um mês”.

Quem ordenou a carga policial no Rossio?

Em conferência de imprensa, frente ao Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa, o movimento "Democracia Verdadeira Já" denunciou a carga policial do dia 4 de Junho, no Rossio, onde estava organizada uma assembleia popular. Os activistas exigem saber de quem partiu a ordem para a intervenção policial, da qual resultaram três detenções e apreensão de material diverso. O julgamento dos activistas foi adiado para o próximo dia 16.

Entretanto foi também divulgada a convocação de mais uma manifestação na Avenida da Liberdade, a 19 de Junho.

Opinião :: As desesperadas mistificações acerca dos resultados eleitorais do PCTP/MRPP

Garcia Pereira (via http://www.bloggarciapereira.blogspot.com)

Apesar de todas as manipulações, silenciamentos e provocações de que fui alvo, inclusive no próprio dia das eleições, a candidatura do PCTP/MRPP, única que foi a defender clara e inequivocamente o não pagamento da dívida pelo Povo Português e a apresentar um programa de medidas para o desenvolvimento da economia nacional:

1º Foi, de novo, o partido extra-parlamentar mais votado, reforçando essa sua posição de 6º Partido do espectro político português.

2º Não só manteve como ampliou a votação obtida nas eleições de 2009.

PCP vai apresentar renegociação da dívida no Parlamento

O PCP vai apresentar na abertura do parlamento "um projecto de resolução com vista à abertura imediata de um processo de renegociação da dívida pública nacional". Jerónimo de Sousa anunciou que o seu partido vai também apresentar "iniciativas para valorizar os salários e as pensões, garantir o combate à precariedade, a defesa dos direitos dos trabalhadores e a defesa e valorização dos serviços públicos".

Críticos de Louçã querem demissão e mudança na orientação política

Em reacção aos maus resultados eleitorais do Bloco de Esquerda, algumas vozes já se manifestaram pedindo alterações da linha política, e mesmo a demissão de Francisco Louçã do cargo de coordenador da Comissão Política. Note-se que estas críticas têm sinais contrários, com alguns militantes a sugerirem a necessidade de o Bloco dialogar com o Partido Socialista, para se aproximar da governabilidade, e outros a defenderem uma convergência à esquerda, com o PCP e excluíndo o PS.

BE perde em Braga e Coimbra, CDU elege em Faro

[EM ACTUALIZAÇÃO] Braga acaba de fechar os resultados, com eleição da CDU (Agostinho Lopes) e com o Bloco a perder o deputado (Pedro Soares). Coimbra também fechou e o BE perde José Manuel Pureza. Em Faro o BE mantém e a CDU elege (Paulo Sá)  o deputado perdido há vários anos.

A CDU mantém os deputados em Évora (João Oliveira) e Beja (João Ramos). O BE mantém Pedro Filipe Soares em Aveiro. CDU mantém em Santarém (António Filipe) e BE perde José Gusmão. O BE perde 1 no Porto, ficando com 2 (João Semedo e Catarina Martins), e a CDU mantém 2 (Honório Novo e Jorge Machado). Em Setúbal a CDU mantém 4 (Francisco Lopes, Paula Barbosa, Heloísa Apolónia e Bruno Dias) e o BE perde 1, ficando com Mariana Aiveca. Em Lisboa a CDU mantém 5 (Jerónimo de Sousa, Bernardino Soares, Rita Rato, José Luís Ferreira e Miguel Tiago), e o BE perde 2, ficando com 3 (Francisco Louçã, Ana Drago e Luís Fazenda).

PSD sobe 11, PS desce 9, CDS e CDU mantêm, BE desce 4

Apuradas cerca de metade (46,6%) das freguesias os resultados são os seguintes (entre parêntesis os de 2009):

PSD - 44,07 (33,52) PS - 37,24 (28,78) CDS - 10,61 (10,77) PCP - 5,41 (5,73) BE - 3,57 (7,22)

Estes números indicam uma subida do PSD de cerca de 11 pontos percentuais, descida do PS de 9 p.p., variação à décima de CDS e CDu e descida de 4 p.p. do BE. A direita terá sem dúvida maioria absoluta no parlamento.

Nota: estes números comparam resultados reais das freguesias apuradas, não são estimativa dos resultados finais.

Abstencionistas perto de serem o maior "partido"?

Os números avançados pelas empresas de sondagens são muito semelhantes e indicam que a percentagem de abstencionistas está perto de ser o maior "partido" nestas eleições legislativas. Independentemente das incorrecções nos cadernos eleitorais - os chamados eleitores fantasma - facto é que os generalizados apelos a que os cidadãos não deixassem de se pronunciar sobre o futuro comum, num cenário de grandes incertezas e ameaças, caiu em saco roto.

Violência Policial no Rossio

Acampada Lisboa - Hoje [sábado], o grupo de cidadãos “Democracia Verdadeira Já” tinha convocado para o dia de reflexão, uma Assembleia Popular no Rossio, bem como a continuidade dos seus grupos de trabalho.

Às 15h30, cerca de 30 pessoas estavam reunidas calmamente na praça.

Dois agentes da Polícia Municipal chegaram. Sem nada que o justificasse, um agente pediu a identificação de um cidadão que perguntou à polícia qual era o motivo para estar a ser identificado. Os presentes aproximaram-se e começaram a filmar e a fotografar a situação.

Dia de Reflexão passa pelo Rossio

Colectivos tomam posição: "O capital que pague a dívida e a crise"

Colectivo de Comunistas Revolucionários / Colectivo Mudar de Vida / Colectivo Política Operária - Quarta-feira, 1 Junho, 2011

Mudar de Vida - Três colectivos políticos - de Comunistas Revolucionários, Mudar de Vida e Política Operária - tomam posição sobre a nova avançada da direita à sombra do acordo firmado com a troika FMI/BCE/UE. Denunciam aquilo que se torna claro: a linha de acção do próximo governo, seja ele qual for, é cumprir escrupulosamente os ditames do acordo, e as próximas eleições apenas servem para sancionar isso mesmo. Os três colectivos apelam a uma união de forças sociais à esquerda para fazer frente ao bloco da direita, exortam os trabalhadores a rejeitarem os custos da crise e propõem medidas para que seja o capital a pagar a dívida e a crise do capitalismo português.

Campanha "Nada de F1 no brutal Bahrein"

A AVAAZ está a promover uma campanha contra a realização da corrida de Fórmula 1 no Bahrein, que depende de decisão da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que reúne hoje. O presidente executivo do circuito do Bahrein, declarou à imprensa que está tudo pronto para organizar o Grande Prémio de Fórmula 1, depois da corrida ter sido cancelada no início da temporada devido aos “distúrbios” no país.

Os Verdes - bactéria E.coli requer prevenção e não as mentiras do Min. da Agricultura

Os Verdes - O Partido Ecologista “Os Verdes” acusa o actual Ministro da Agricultura e cabeça de lista do PS ao distrito de Santarém, António Serrano, de mentir hoje aos portugueses quando afirmou em declarações aos Órgãos de Comunicação Social a propósito da detecção da bactéria e.coli em pepinos, que Portugal não importava produtos hortícolas dessa natureza da Europa.

Manuela Cunha dirigente de “Os Verdes” e cabeça de lista da CDU pelo Distrito de Bragança afirma que essas declarações do Ministro não correspondem à verdade pois Portugal importa e muito hortícolas deste e de outros tipos de Marrocos e também da Europa,  nomeadamente da vizinha Espanha.

Estas declarações do ministro foram também contrariadas pela ASAE que tornou público o resultado das análises realizadas a pepinos espanhóis, retidos num armazém em Portugal, para detectar a presença da bactéria e.coli deram resultado negativo.

“Os Verdes” compreendem que não se deve alarmar os cidadãos, mas isso não deve ser motivo para não se dizer a verdade principalmente quando estão em causa medidas de prevenção que devem ser tomadas no sentido de garantir a Segurança Alimentar.

Sindicalistas, activistas e cientistas sociais querem “uma nova agenda sindical”

Alan Stoleroff (Prof. ISCTE), André Freire (politólogo), António Avelãs (SPGL), António Chora (CT AutoEuropa), Carlos Trindade (Exec. CGTP), Elísio Estanque (sociólogo), Florival Lança, (Ex-Exec CGTP), José Maria Castro Caldas (economista), José Reis (Prof FEUC), Mário Jorge (FNAMédicos),  e Ulisses Garrido (Exec. CGTP), são alguns dos subscritores de um Manifesto que reclama uma nova agenda sindical, "contra a escalada neoliberal". Entre os 60 subscritores, que se assumem como “sindicalistas, cidadãos envolvidos em diferentes organizações e movimentos sociais, e cientistas sociais”, estão membros das correntes minoritárias da CGTP, mas também militantes e simpatizantes do BE, figuras conotadas com a "ala esquerda" do PS e "renovadores" comunistas.

Assembleia popular no Rossio, no dia de reflexão.

Levantado o acampamento no Rossio, os participantes no protesto decidiram, entre outros pontos, “promover uma grande assembleia popular no sábado, 4 de Junho, dia de reflexão, apelando a toda a gente para que venha discutir para o Rossio”.

Sondagens sobrevalorizam sempre PS e PSD

 

Pedro Magalhães publica no blog Margens de Erro um quadro comparativo das sondagens para eleições legislativas divulgadas nas duas últimas duas semanas de campanha, desde 2002.

Uma média simples dessas sondagens revela que o partido “vencedor” nas sondagens da última semana de campanha teve sempre resultados inferiores nas urnas: 2002 – PSD (43 > 40,2), 2005 – PS (46 >  45), 2009 – PS (39 > 36,6). Também o partido que fica em segundo lugar nas eleições é sobrevalorizado na média das sondagens, o que significa que PS e PSD são sempre sobrevalorizados: 2002 – PS (38 > 37,8), 2005 – PSD 30>28,8) e 2009 – PSD (30>29,1).

Opinião :: A pensar nas eleições

Boaventura de Sousa Santos (via Carta Maior)

Nos próximos tempos, as elites conservadoras europeias, tanto políticas como culturais, vão ter um choque: os europeus são gente comum e, quando sujeitos às mesmas provações ou às mesmas frustrações por que têm passado outros povos noutras regiões do mundo, em vez de reagir à europeia, reagem como eles. Para essas elites, reagir à europeia é acreditar nas instituições e agir sempre nos limites que elas impõem. Um bom cidadão é um cidadão bem comportado, e este é o que vive entre as comportas das instituições.

Dado o desigual desenvolvimento do mundo, não é de prever que os europeus venham a ser sujeitos, nos tempos mais próximos, às mesmas provações a que têm sido sujeitos os africanos, os latino-americanos ou os asiáticos. Mas tudo indica que possam vir a ser sujeitos às mesmas frustrações. Formulado de modos muito diversos, o desejo de uma sociedade mais democrática e mais justa é hoje um bem comum da humanidade. O papel das instituições é regular as expectativas dos cidadãos de modo a evitar que o abismo entre esse desejo e a sua realização não seja tão grande que a frustração atinja níveis perturbadores.

Jerónimo: alternativa de esquerda não é acto súbito e vai além do Bloco

Jerónimo de Sousa reafirmou que o PCP não está disponível para um governo com o PS para políticas de direita. Em entrevista ao JN, o secretário-geral do PCP considera que a alternativa de governo “não vai ser um acto súbito” e vai além de “um mero entendimento com o Bloco”.

Não é normal o PCP aceitar ir para o Governo. Desta vez, se houver condições, isso acontecerá?

Queremos participar num Governo patriótico e de Esquerda. Não participaremos num Governo que, mesmo com o PS afirmando-se de Esquerda, faça uma política de Direita. Isso seria trair os nossos objectivos.

É possível que essa política de Esquerda venha a ser executada por José Sócrates? O PCP já o conhece.

Quando fazemos esta proposta temos a ideia de que não vai ser um acto súbito, que acontecerá a 5 de Junho, mas um processo inevitável, tendo em conta a situação do país e os grandes programas nacionais. As eleições, é evidente, são uma excelente oportunidade, designadamente naquilo que consideramos o reforço da CDU, para encetar esse caminho.

Louçã quer dialogar com socialistas que combatam a corrupção, recusem as PPP’s e defendam o SNS

Francisco Louçã recusa-se a especular sobre o futuro do PS, reiterando, em entrevista ao jornal I, que “não há dois partidos socialistas”. O coordenador do Bloco de Esquerda assume a vontade de dialogar com “conversar com qualquer socialista que queira combater a corrupção, que recuse as parcerias público privadas, que defenda o SNS”. Questionado sobre o PCP e as sondagens, Louçã rejeita a polémica e lembra que em círculos como Aveiro, Leiria, Coimbra ou Faro, apenas o BE elegeu deputados que votaram contra as medidas da troika.

Nunca refere o PCP nas suas intervenções, mas o que é certo é que os comunistas se mantêm à frente nas sondagens. O Bloco está a regredir?

O nosso combate é com o PSD o CDS e o PS. Os únicos deputados à esquerda, a votarem contra as medidas da troika por Aveiro, Leiria, Coimbra ou Faro, são deputados do BE. O nosso objectivo é multiplicar a disputa porque queremos ultrapassar o CDS no Alentejo, em Setúbal e no Porto. Vencer a direita mais agressiva, responder ao PS e ao PSD e a estas políticas. Nos próximos três anos, qualquer que seja o resultado eleitoral, vamos estar todos os dias a discutir a necessidade de um governo de esquerda para resgatar a economia da bancarrota. Daqui a um ano não quero estar a ler no “Financial Times” o que hoje leio sobre a Grécia. Chegarmos a um extremo de um colonialismo mais agressivo. Mas sei que, se o país estiver nas mão de Sócrates ou Passos Coelho e um líder que substitua Sócrates no PS, estaremos a ler notícias desse tipo. Eles são insensatos.

Opinião :: As eleições espanholas e o movimento revolucionário

Alan Woods (via Esquerda Marxista)

Eles saltam fronteiras, desafiando todos os obstáculos; eles riem das ameaças e xingamentos da classe dominante e varrem para o lado as forças do Estado. Não podem ser detidos. Os protestos em massa que estão se espalhando de um país a outro pegaram de surpresa as forças da velha sociedade, que não sabem como reagir. Se nada fizerem, o movimento crescerá, mas se tentarem esmagá-lo irá crescer muito mais rapidamente.

Na Espanha, dezenas de milhares de pessoas tomaram as ruas na última semana. Em suas manifestações, que pareciam vir do nada, os jovens ocuparam praças de cidades em toda a Espanha, em uma onda de indignação com as políticas governamentais de austeridade e com as altas taxas de desemprego. Os “peritos” foram pegos totalmente desprevenidos. De onde veio este movimento? A juventude é apolítica e apática, disseram eles.

Durante anos as pessoas têm sido pacientes, sofrendo em silêncio as imposições de diferentes governos. Isso criou a ilusão de que as pessoas, sobretudo as jovens, eram “apáticas” e indiferentes à política. Mas esta suposta indiferença era apenas em relação aos partidos existentes e não para a política propriamente dita.

Associação Água Pública apela ao voto contra a privatização

A Associação Água Pública apela ao voto "em defesa do direito à água, contra a privatização e os seus promotores, PS, PSD e CDS". (Leia também o comunicado "Sobre o programa conjunto do PSD, PS e CDS para privatização da água")

APELO - No dia 5 de Junho, DEFENDER A ÁGUA DE TODOS COM O VOTO

Demolidas que estão as barreiras legais à privatização da água, é imperioso dar a força do voto a quem, com provas dadas, seguramente use essa força na defesa da água de todos, da universalidade da sua fruição, da propriedade e gestão públicas da água.

50 mil gregos bloqueiam parlamento

Kaos en la Red - [Tradução do Diário Liberdade] Cinquenta mil indignad@s bloqueiam as saídas do parlamento frente à Praça Syntagma e impedem a saída d@s parlamentári@s.

Um multitudinário protesto de Indignad@s gregos, manifestantes inspirados no Movimento 15M de Espanha, obrigou vários deputados e deputadas da Grécia a permanecerem no interior do Parlamento durante vários minutos após o bloqueio das saídas do edifício.

Segundo informam meios locais, cerca de 50.000 manifestantes têm-se congregado em frente ao edifício durante a noite desta terça-feira, impedindo sair diputados e deputadas e jornalistas que se encontravam no interior. A poucos minutos da meia-noite, os membros do parlamento conseguiram sair através de um corredor aberto pela Polícia.

Este é o sétimo dia consecutivo de protestos do movimento de Indignad@s, que acamparam na mesma praça do Parlamento, a praça Sintagma de Atenas.

O apoio de Theodorakis

Aliás, nesta terça-feira também houve outra manifestação na Universidade de Atenas em apoio aos acampados, na qual participou o compositor mais famoso do país, Mikis Theodorakis. Em um ato público, o famoso compositor criticou a venda do património do Estado e dirigiu as suas críticas aos políticos do país.

Carvalho da Silva: partidos da troika andam numa atitude de vendedores de banha da cobra

CGTP - A CGTP-IN denuncia o impacto violento das medidas que a troika impõe a Portugal e a atitude de subserviência dos partidos que assinaram o referido "Acordo". A CGTP-IN acredita que em democracia há sempre alternativas e que o acto eleitoral do próximo 5 de Junho regista uma importância capital de modo a assegurar A defesa dos direitos e das aspirações dos trabalhadores e do povo português no sentido da construção de outro caminho, de esperança e de aposta no desenvolvimento económico e social.

FENPROF toma posição sobre eleições de 5 de Junho

A FENPROF afirma em comunicado que as eleições do próximo domingo serão uma "oportunidade para os professores, como para todos os portugueses, afirmarem, inequivocamente, que exigem investimento na Educação e defendem a Escola Pública". A Federação de Professores considera o 5 de Junho "não deverá servir para os professores, educadores e investigadores escolherem quem irá aplicar medidas de que discordam".

Posição da FENPROF face às eleições legislativas de 5 de Junho

As eleições do próximo dia 5 de Junho, domingo, acontecem num momento extremamente complexo da vida nacional, daí, também, a sua elevada importância.

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