Carvalho da Silva defende convergência além da esquerda contra a troika
Em entrevista publicada ontem no DN Carvalho da Silva defende a convergência contra os "consensos debaixo do memorando da troika" integrando "várias forças e personalidades que não têm de ser forçosamente de esquerda". O ex-secretário-geral da CGTP duvida que António José Seguro possa fazer parte dessa convergência, até porque "avançou com uma moção de censura e já recuou..."
Governo recuou na taxa social única ( TSU). O que é aceitável sair, agora, da Concertação Social?
Devem abandonar o caminho do ‘austeristarismo’. Não se pode andar a encanar a perna à rã. Ou seja: substituir uma medida de austeridade, injusta, por duas/três medidas injustas de austeridade.
Como comenta as propostas alternativas da CGTP- IN, como aumento da tributação do capital em contraponto aos rendimentos dos trabalhadores?
São propostas interessantes, que devem ser trabalhadas: merecem a atenção e discussão em torno delas.
Sim, há alternativas!

Quebrar o pensamento único e colocar na discussão pública políticas alternativas à austeridade é essencial, para levar a que à indignação se acrescente a luta por objectivos concretos e mensuráveis.
Contra o discurso anti-partidos e anti-sindicatos, importa complementar palavras de ordem com propostas como as que a CGTP apresentou, colocando a tónica na taxação do capital e não do trabalho.
É sexta-feira, dia de fisgar o Cavaco.

Concentração junto ao Palácio de Belém, a partir das 18h00 (reunião do Conselho de Estado)
Concentrações em todo o país (via Esquerda.net)
Direção do Bloco quer PS no governo de Esquerda
A proposta de um governo de esquerda é a orientação política central da moção que a direcção do BE apresenta à próxima Convenção do partido. Não sendo uma novidade, é a primeira que se clarifica a composição e linhas programáticas essenciais desse governo, que "deve corresponder a um mapa político reconfigurado".
Embora a moção não o explicite, Catarina Martins, em entrevista ao PÚBLICO, afirmou que o PS deve ser desafiado para essa convergência à esquerda: "Temos sido muito claros em toda a nossa disponibilidade e vontade para criar compromissos e união para uma resposta de políticas concretas. Mas tem que passar necessariamente por romper o memorando, renegociar a dívida para poder recuperar os salários e as pensões e, depois, também controlar o crédito para financiara economia".
Boaventura Sousa Santos defende convergência PS/BE/PCP
Boaventura Sousa Santos, um dos subscritores do Congresso Democrático das Alternativas, considera indispensável, num cenário de eleições antecipadas, “um entendimento de convergência com incidência pré- ou pós-eleitoral entre o PS, o BE e o PCP ou, se tal não for possível, entre o PS e um dos dois últimos”. O sociólogo refere também que esta convergência teria como pressuposto “a desobediência democrática ao memorando da troika”, sendo ainda indispensável a construção de “bases programáticas de convergência que mostrem aos portugueses as possibilidades concretas de resgatar a dignidade do país”. Sobre esta tarefa, Boaventura considera que “sendo mais complexa, é a que avança mais neste momento, plasmando-se na ampla convergência de forças democráticas que sustenta o próximo Congresso Democrático das Alternativas”.
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