PCP apela a ampla unidade para "dar corpo a uma outra política"
"O Comité Central do PCP dirige-se aos sectores e forças políticas e sociais, a todos os patriotas e democratas, a todas as personalidades que séria e convictamente estejam empenhadas em resgatar o País do declínio e da dependência e em devolver ao País e aos trabalhadores o que lhes foi roubado, para que, com base num conjunto de objectivos e orientações cruciais, unam os seus esforços, conhecimentos e disponibilidade para dar corpo a uma outra política." Comunicado do CC do PCP de 05 de Maio de 2013
4. Demitir o governo, rejeitar o Pacto de Agressão, derrotar a política de direita – tarefa central de todos os democratas e patriotas
É urgente romper com o rumo de desastre nacional e derrotar a intensa campanha ideológica suportada em falsas inevitabilidades e em fantasiosas promessas de retoma.
Óscar Lopes - Comunista e «homem culto»
Manuel Gusmão (via Avante de 16/10/2007, por ocasião dos 90 anos de OL)
Óscar Lopes é uma das grandes figuras da cultura portuguesa contemporânea. Sem arrogância podemos confessar que isso nos enche de orgulho, a nós comunistas portugueses. Porque ele é um de nós e, para o nosso Partido, o partido da classe operária e de todos os trabalhadores, a democratização da cultura é não apenas uma bandeira de luta, mas uma tarefa constante. Óscar Lopes é simultaneamente uma figura marcante dos estudos linguísticos e literários em Portugal, um estudioso da cultura portuguesa, um generoso militante cultural, preocupado com a pedagogia daquilo que investiga e com a apropriação social alargada do conhecimento e dos saberes que ele próprio produz, e um intelectual comunista de uma intensa constância na sua vida e na sua obra.
MAS denuncia não legalização pelo TC "por razões políticas"
Perante o indeferimento pelo Tribunal Constitucional da sua legalização como partido político, o MAS - Movimento Alternativa Socialista, denuncia a decisão como tendo motivações políticas.
Vermelhos.net manifesta total solidariedade aos camaradas do MAS, recordando que estas tentativas legalistas de limitar a acção política da esquerda tiveram episódios recentes, como a exigência da entrega de listagens de militantes, ou a perseguição ao PCP, procurando acabar com a Festa do Avante.
Bom seria que os doutos juízes que zelam pela Constituição ocupassem o seu precioso tempo, a analisar, por exemplo, o cumprimento do artigo 46º: "Não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista."
Carlos Brito, um camarada e um amigo
No jantar comemorativo dos oitenta anos de Carlos Brito, que teve lugar no passado mês de fevereiro, coube a António Borges Coelho proferir o discurso de homenagem, que agora publicamos, não só pela viagem às oito décadas vividas pelo político comunista, mas também, ou principalmente, pelos instantâneos que nos trás de um país amordaçado e violentado pelo fascismo. (outros depoimentos aqui)
Carlos Brito, um camarada e um amigo - António Borges Coelho
Diria, como no poema de Bertrol Brecht, que Carlos Brito entrou “nas cidades no tempo da desordem /quando lá reinava a fome.”/Veio “para entre os homens no tempo da revolta / e com eles se revoltou.” Veio para entre os homens no tempo em que a Europa se erguia dos escombros da Segunda Guerra Mundial e Portugal continuava faminto, humilhado, com a pide, os tribunais plenários, a legião, os bufos a garrotarem as liberdades e a criatividade dum povo. Nesse tempo Carlos Brito entrou na revolta e nas perigosas lutas pela liberdade. Passaram mais de 60 anos, década após década, vieram os tempos da grande mudança: não mais suspendeu o combate político.
O regresso aos mercados e o alargamento das maturidades: Perante o falhanço, a Austeridade continua
Artigo assinado pela Comissão Organizadora do Congresso Democrático das Alternativas
O chamado regresso aos mercados para financiamento do Estado, agora anunciado, ocorre num contexto em que a espiral recessiva da economia portuguesa se acentuou e são profundamente negativas as expectativas sobre a evolução do desemprego, das desigualdades, da colocação de muitas famílias abaixo do limiar de pobreza, da degradação salarial e da possibilidade de qualquer forma de recuperação económica.
Não se vislumbra nenhuma relação entre tal regresso e a construção de qualquer via de resposta positiva aos problemas dramáticos que afligem Portugal. Ele não resulta, muito pelo contrário, de um qualquer sucesso da política de austeridade.
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